O mito de Cupido e Psique
Hoje relembramos a relação entre o Dia dos Namorados e o Mito de Cupido e Psique.
Psique era a mais nova e bela de três irmãs. A sua beleza era tão renomada que os habitantes da sua terra natal se esqueceram de adorar Vénus, deusa da beleza e do amor. Ora, a deusa era ciumenta, e ordenou o seu filho Cupido que a atingisse com uma seta e a fizesse apaixonar pelo mais horrível dos homens. Vendo a beleza de Psique, Cupido acaba por se atingir a si próprio com a seta.
Entretanto, os pais de Psique preocupavam-se com o facto de a filha, apesar de bela, continuar sem se casar. Tendo recorrido a um oráculo, os pais de Psique são informados que a filha deve casar-se não com um homem, mas com um monstro no topo de uma colina. Apesar de desgostosos, os pais obedecem ao oráculo, e Psique adormece no topo da colina aguardando pelo esposo. Quando acorda, descobre-se numa luxuosa mansão, recheada da melhor comida e das coisas mais finas. Ao anoitecer, chega o marido de Psique – que era não um monstro, mas na realidade Cupido – que lhe aparece como invisível. Não obstante, apaixonam-se.
Cupido e Psique vivem felizes, apesar de ela nunca ver o marido, até que um dia Psique implora ao marido que lhe permita rever as irmãs. Contrariado, Cupido acede, e as irmãs de Psique vêm visitar. Mas ao invés de se alegrarem com a felicidade da irmã, elas invejam a mansão desta e motivadas pelo ciúme convencem Psique a espreitar o rosto do amado, mesmo tendo esta sido avisada para não o fazer.
Ao anoitecer, Psique acende uma vela para ver o rosto de Cupido e fica maravilhada com a beleza do marido. No entanto, uma gota de cera cai sobre Cupido, acordando-o. Vendo que a esposa tinha infringido a sua proibição, Cupido abandona Psique e volta para a sua mãe.
As tarefas
Desesperada, Psique suplica perante a própria Vénus que lhe devolva o marido, ao que a ciumenta deusa acede, mas sob a condição de Psique desempenhar três tarefas de enorme dificuldade.
Na primeira tarefa, Psique tem que organizar um monte de grãos numa só noite. A tarefa parece desesperada, mas um grupo de formigas acaba por sentir pena de Psique e ajuda a jovem a cumprir a tarefa no prazo devido.
Na segunda tarefa, Psique tem que recolher lã de um rebanho violento que vive do outro lado de um rio. De novo, a tarefa parece destinada ao insucesso, mas um conjunto de juncos divinos instruem Psique a recolher a lã que tinha ficado presa nas árvores em redor, salvando a jovem.
Finalmente, a deusa incumbe Psique da terceira tarefa, que consiste em visitar o Hades, mundo dos mortos, e recolher numa caixa alguma da beleza de Proserpina, a deusa do mundo inferior. Após várias peripécias, que incluem distrair com bolos o terrível Cérbero, cão de três cabeças que guarda o mundo dos mortos, Psique consegue de Proserpina aquilo que lhe foi pedido, e regressa ao mundo dos vivos. No entanto, assim que chega à luz, Psique é tomada de uma intensa curiosidade sobre o que está dentro da caixa, apesar de lhe ter sido dito para não o fazer. Ao abrir a caixa, não encontra nada mais do que um intenso sono.
É neste estado que Cupido vai encontrar Psique. Decidido a ficar com a sua amada, Cupido consulta Zeus, reis dos deuses do Olimpo, que concede então a imortalidade a Psique de modo a que ela e Cupido nunca mais se separem.
