A tradição de oferecer presentes no Natal é habitualmente associada à história bíblica dos Três Reis Magos. A história de Belchior, Gaspar e Baltasar oferecendo ouro, incenso e mirra ao menino Jesus há muito que faz parte do imaginário natalício.
No entanto, a tradição de oferecer presentes nesta altura do ano é mais antiga do que o Cristianismo. Encontramos as suas raízes na Saturnalia romana, que se comemorava sensivelmente na mesma altura em que hoje festejamos o Natal, e onde era costumeiro a oferta de presentes.
Com a conversão do império ao Cristianismo, várias características da Saturnalia passaram para a celebração do Natal, incluindo a oferta de presentes. E não só a história dos Reis Magos se provou influente para o estabelecimento do costume, mas também a história de São Nicolau (séculos III-IV), que evoluiu para a imagem contemporânea do Pai Natal.
A história desta tradição serve para ilustrar que mais do que servir um qualquer impulso consumista, o Natal é um espaço de partilha e afeto com os entes queridos. E do mesmo modo que a tradição de oferecer presentes no Natal remonta a tempos antigos, suspeitamos que se irá estender longamente pelo futuro.
